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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Dia Cinzento.

Meu dia amanheceu cinzento hoje. Nada de passarinhos cantando, nada de chuva e nada de Sir Edward me ligar.
Me arrumei eu fui esperar o coletivo, ainda tinha esperanças de encontrar aquele homem dentro do ônibus.
Adentrei ao ônibus, simpática como sempre cumprimentei o motorista e o cobrador e os demais passageiros.
- Que coletivo sujo. Pensei ao ver que o ovo cozido que havia caído da minha marmita no capítulo anterior, ainda rolava pelo chão.
Até o coletivo estava estranha hoje. Tinha lugar para sentar e estava vazio. Não conseguia me lembrar se Sir Edward já estava no ônibus ou entrou depois de mim ontem...
Nada. Ele não apareceu!
Desci desolada e mais triste ainda.
Comecei a me lembrar de coisas que eu não poderia ter feito.
Não devia ter contado minha história de amor para a Alzira, todos sempre me falaram que aquela gorda era invejosa e que sempre colocava mau-olhado em tudo que era das outras. Gorda desgraçada!
Passei o dia todo trabalhando e de olho no meu telefone móvel, Sir Edward tinha que me ligar, nem que desse apenas um toquinho nele para eu retornar. A essa altura da minha vida tinha que jogar fora meu preconceito contra aquelas pessoas que tem celular pré-pago e que nunca tem créditos para ligar para os outros.
Eu queria um toquinho, um toquinho apenas...
Nada.
Passei o dia todo nesse sofrimento, me sentindo abandonada, suja e largada.
Saí do meu serviço e resolvi caminhar um pouco, com o celular na mão e uma esperança no coração.
Foi quando de repente passei em frente a um templo, nunca havia reparado naquela igreja e decidi entrar. Quem sabe com um pouco de oração Sir Edward apareceria?
Entrei e comecei a orar, orei com fé, orei com fervor.
O meu celular tocou!!! Aleluia Senhor!!!
- Kérida Garota fófis, aonde você está?
- Affemmm Priscila, eu estou no culto orando!
Era Priscila, a moça que faz a minha depilação intíma, eu havia esquecido que tinha marcado com ela.
- Pri, estou com problemas e resolvi ir pro culto orar, estou aqui no culto orando e já, já te ligo. Xero da Garota!
Havia me esquecido que estava no templo e quando desliguei meu telefone móvel reparei que o Pastor estava a me olhar, era um olhar carinhoso e fraternal.
- Está triste né, amada?
- Sim Pastor. Estou sentindo falta de algo que preencha meu vazio interior.
- Pois você veio ao lugar certo Garota. Aqui você encontrará uma coisa muito boa para lhe preencher e lhe fazer feliz. Prazer, meu nome é Jorge! Vamos tomar um drink após o culto?
- Bebidinhas? Claro. Bebidinhas é comigo mesmo Pastor Jorge!
Geeeennnteeeemmm... que homem era aquele? Esse homem era meu sonho de consumo. Lindo, simpático e educado.
Chegamos ao bar. Que decoração linda. O que me chamou mais atenção foi um enorme piano de cauda branco nos fundos do bar.
Peguei o cardápio. Nossa, quanta fartura! Haviam vários tipos de bebidinhas e ainda por cima, 40 tipos de suco. Eu iria me fartar!
Jorge pediu uma dose de 51 e eu uma Sagatiba (a garrafa inteira, claro).
Conversamos sobre várias coisas e a certo momento tive a impressão de que já o conhecia de outras encarnações.
Saímos do bar e Jorge gentilmente me ofereceu uma carona. Deveria eu aceitar ou não? Aceitei, afinal de contas fudida, fudida e meia.
Entrei na sua BMW e rumamos para minha casa. No caminho Jorge falava das coisas, de uma forma tão bonita que adormeci. Acordei com ele me socando e avisando que havíamos chegado.
Deveria eu chama-lo para subir? Resolvi arriscar.
- Jorge, bebidinhas?
(Continua...)

2 comentários:

Ru Correa disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Isso tá esquentando, eim????
Não perco mais um capítulo se quer!!
Parabéns, Garota!! Tá abafando!! hehehe
Beeeeeeeeeeeeeijos!

Lidia disse...

Se chegou até aqui...bebidinhas....piano de cauda....é melhor chamar, né?!?!?!?!
Eita! Tô morta de curiosidade!!!!

Beijos Garotaaaaaaaaaa!!!!